Tijolômetro – One Piece

Bom!

Após um início promissor, o live action de One Piece retornou à Netflix com a difícil missão de expandir o universo de Eiichiro Oda, com todas as suas particularidades, sem perder a essência, além de introduzir novos personagens carismáticos. Como se isso não fosse o bastante, a jornada repleta de desafios da adaptação lida com problemas de equilíbrio entre drama e humor, questão que, apesar de se apresentar em doses homeopáticas, pode enfraquecer o potencial de sucesso da produção.

Monkey D. Luffy (Iñaki Godoy) e os Chapéus de Palha partem para a extraordinária Grand Line, um lendário trecho do oceano onde perigo e encantamento caminham lado a lado. Em busca do One Piece, o maior tesouro do mundo, eles enfrentam mares imprevisíveis, ilhas bizarras e um misterioso grupo de novos inimigos.

Nesta nova temporada, a ambientação da série se expande durante a navegação do bando por mares imprevisíveis. Com isso, o público passa a conhecer melhor as características desse universo fantástico e cheio de absurdos, que se tornam mais comuns a cada episódio. Esse cuidado é importante, considerando que boa parte dos assinantes da Netflix pode não ter familiaridade com o mangá e o anime, tornando necessário que tudo fique claro, mesmo diante de referências que apenas fãs mais atentos irão captar.

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É exatamente por esse motivo que o surgimento de novas ameaças com poderes não causa estranhamento, como acontece com Nico Robin (Lera Abova), a Miss All Sunday do grupo Baroque Works. Desde a primeira cena, ela se apresenta como uma figura sedutora e, ao mesmo tempo, cruel, além de sugerir camadas ainda não totalmente exploradas.

Entre os antagonistas, também se destaca a dupla formada por Mr. 5 (Camrus Johnson) e Miss Valentine (Jazzara Jaslyn), que enfrenta o bando em diferentes ocasiões, além de Mr. 3 (David Dastmalchian, de O Esquadrão Suicida), dono de um visual excêntrico e cômico na mesma medida. Todos são retratados como ameaças reais, com um equilíbrio interessante, especialmente em Wax On, Wax Off (S2E5), episódio que, apesar de eficiente, deixa a desejar em um dos elementos mais marcantes do anime: a comédia. Inclusive, Luffy, que normalmente se destacaria nesse aspecto, aqui parece fora do tom, perdendo parte do carisma apresentado na primeira temporada, algo que ainda pode ser ajustado considerando o potencial do ator.

Por outro lado, não faltam boas cenas de ação. Roronoa Zoro (Mackenyu) ganha um momento de destaque digno de um grande espadachim, enfrentando adversários em número muito superior sem hesitar, enquanto Usopp (Jacob Romero), mesmo sem o perfil de um grande guerreiro, consegue se mostrar relativamente útil em momentos decisivos.

Entre as novas adições ao bando, Miss Wednesday (Charithra Chandran) inicialmente parece dispensável, mas ganha relevância à medida que sua verdadeira identidade é revelada: Nefertari Vivi, do Reino de Alabasta. Ainda assim, sua introdução não alcança o impacto de outro personagem.

Esse é o caso de Tony Tony Chopper, com voz e captura de movimento de Mikaela Hoover, uma pequena rena falante capaz de alterar sua forma física. Apresentado nos episódios finais, ele conquista o público com facilidade, assim como outros personagens carismáticos da cultura pop, como Groot e Rocket, de Guardiões da Galáxia.

No fim, o live action de One Piece entrega uma segunda temporada menos equilibrada que a anterior, mas ainda interessante no conjunto. Fica, então, a expectativa por um terceiro ano mais empolgante, especialmente com a possível introdução de figuras misteriosas, entre elas aquela que pode se tornar o principal antagonista do grupo no futuro.

Assista ao trailer de One Piece:

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Marcus Alencar

"Palavras importam! Uma morte, uma ondulação e a história mudará em um piscar de olhos"

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